segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Compartilho um trechinho do comentário que recebi de uma leitora muito especial, Helisandra Vieira:


"Serelepe consegue te fazer rir chorando e chorar sorrindo, foi assim que li as 152 páginas desse livro que vem com uma escrita simples e te prende numa narrativa que, ao mesmo tempo, é emocionante, alegre, forte. Uma menina magricela e de pernas finas te transporta para um tempo difícil, sofrido, pobre no Sertão Cearense, mas ao mesmo tempo repleto belezas e de alegrias aos olhos de uma criança com um "gosto" muito grande pela vida (...)".

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012




Hoje, publico a reportagem sobre o meu livro SERELEPE que saiu na revista VEJA, no dia 21 de novembro de 2012. Esse artigo foi escrito  pela doutora Mayana Zatz,  do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo. Sou muito grata a ela e ao Dr. Jorge Forbes pela parceria e criação da Clínica de Psicanálise do Centro Genoma Humano, espaço em que encontrei pessoas que me ajudaram a concretizar os meus sonhos, desde o retorno aos estudos até a publicação do livro. 

Vejam o link abaixo:

Doenças neuromusculares, Psicanálise e Serelepe

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Serelepices ...

Confira abaixo o vídeo com uma "palhinha" do livro Serelepe:



"Olhei para baixo e ela estava lá, acocada, colocando as frutas no colo do vestido. Quando vi a cena da minha amiga catando as goiabas, eu simplesmente me acoquei e mijei em cima dela. Quando caíram os primeiros pingos na cabeça dela, pense numa pessoa enfurecida!
- Sua cachorra! Sua égua, sua condenada!
Ela sapecou as goiabas em mim com tanta força e com tanta raiva que fazia “zum! zum!” no meu ouvido. Por sorte, nenhuma chegou a pegar em mim. Se tivesse pegado, eu tinha caído de lá feito uma goiaba podre. Ela balançava o pé de goiaba para ver se eu caía".

Serelepe, Edione de Castro Sousa, p. 116 (Editora In House)

Trilhas de Serelepe







Nesta vida trilhei caminhos com pedras e garranchos; me senti uma folha seca vagando ao vento. Hoje, sou a pedra que dá a sustentação para que eu possa continuar a minha caminhada. O garrancho enraizou e criou folhas, e o vento é a brisa suave que me abana ao amanhecer. Assim é a vida... basta viver. 
Edione de Castro Sousa

Quem é Serelepe?




"No sertão do Ceará, num sítio chamado Jatobá, cresceu uma menina de pernas finas e magrinhas. Mesmo com as ordens severas de seus pais, cultivou em si um espírito arteiro, capaz de fazer arrumações de todo tipo, travando um duelo com os medos para alcançar seus sonhos. Mas quem é essa menina que sobe em um pé de laranjeira para pegar, bem no alto das galhas, a última laranja? Vestindo-se de uma serelepice sem tamanho, esquecendo-se dos espinhos que fincavam em sua pele, e mesmo com o risco de rasgar o seu último vestido já remendado, Serelepe sobe ligeira, determinada a saborear as poucas gotas que a laranja, já amarelada, poderia lhe dar. Subiu, com o desejo e a persistência de vencer, com o seu corpo franzino, desviando dos enormes espinhos da laranjeira da vida. É o percurso que o leitor encontrará nas páginas desse livro, acompanhando a trajetória de alguém que tropeça, mas sem cair jamais".

Serelepe, Edione de Castro Sousa (Editora In House)